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Conheça qual
perfil o candidato deve ter, sob a ótica de quem
atuou por muitos anos na função

Manter a ordem
pública, a segurança pessoal, a propriedade e a proteção dos
direitos individuais são algumas das tarefas inerentes às
Policia Civis, órgãos subordinados aos governos dos estados e do
Distrito Federal e dirigidos por delegados de policia. São umas
das bases judiciárias do país, responsável, entre outras
atribuições, por punir agentes infratores da lei, e contam com o
trabalho de diversos profissionais para exercer suas funções.
Entre eles, está o cargo de investigador de policia, que, na
ultima semana, abriu as inscrições para preencher 877 vagas.
O concurso deve
atrair muitos candidatos em busca da carreira policial e
estabilidades profissionais e financeiras. No entanto, além do
conhecimento teórico das disciplinas, é importante, também, que
os candidatos conheçam algumas das tarefas que são desempenhadas
diariamente pelo investigador de policia. Para isso, o jornal
dos Concursos e Empregos entrevistou o ex-investigador Hilkias
de Oliveira, que, durante muito tempo, exerceu a profissão.
Carreira –
Apesar de ser aposentado como Delegado de Policia, Hilkias de
Oliveira – atual presidente da Associação dos Funcionários da
Policia Civil do Estado de São Paulo, a AFPCESP – exerceu, por
mais de 20 anos, a carreira de investigador. Ele diz que o
trabalho desse profissional começa quando são iniciadas as
investigações para que a autoria de uma infração penal seja
descoberta, ou seja, assim que um crime é cometido, a Policia
Civil instaura um inquérito policial para apurar quem foi o
responsável por tal ato e o investigador de Policia será o
responsável por buscar e investigar provas e indícios que
levaram um membro da sociedade à prática daquela infração. “Esse
investigador de Policia tem um papel muito importante dentro do
inquérito policial e uma das mais belas atividades dentro da
Policia Civil. Ele passa a investigar esses indícios e provas
subjetivas e objetivas para esclarecer a autoria daquele crime e
todas as pessoas relacionadas a ele, àquele fato”, explica.
Segundo Oliveira,
este é um trabalho bastante minucioso e de grande
responsabilidade, “Ele (o investigador) passa a ser um
garimpeiro de provas e traz provas importantes para a
investigação policial e esclarecimento da infração penal”.
E, para cumprir com
suas obrigações, Oliveira traça algumas características pessoais
essenciais para aqueles que desejam exercer a carreira. “O
investigador de policia tem que ter algumas qualidades pessoais,
que são exigidas no concurso para ingresso. Não pode ser
qualquer pessoa da sociedade. Tem que ser os melhores”, afirma.
Para ele, é fundamental que o candidato tenha uma boa formação,
bons princípios éticos, religião, cultura e raciocínio lógico.
“Ele tem que ter uma formação que facilite aquele trabalho
investigatório” ressalta.
Para exemplificar a
importância dessas características, Oliveira fala de uma das
experiências que vivenciou quando trabalhava nessa função. Ele
diz que, certa vez, para investigar quadrilhas especializadas em
furtos de automóveis, teve que se infiltrar entre os bandidos
para identificar os autores do crime. “Nós com habilidade,
promovemos a infiltração pessoal em uma quadrilha, devagar, nos
identificados como marginais e descobrimos membros de quadrilhas
que praticavam esse crime. Em uma delas, desbaratamos uma
quadrilha em Santos, na qual havia mais de 20 pessoas envolvidas
e um criminoso internacional especializado em furto de automóvel
e também pessoas de alto gabarito. Todos foram presos e
identificados”.
Em relação às
dificuldades que podem ser enfrentadas durante o exercício da
profissão, Oliveira explica que a carreira policial já é difícil
pela própria natureza de investigar um crime pelo fato de que “
todo marginal que pratica um crime, pratica com intenção de não
ser descoberto, porque sabe que a sociedade tem um contexto de
proteção que é feito pelo Poder Judiciário, pelo Legislativo,
através das leis e do Executivo, que tenta manter a ordem
social”.
Outro ponto
importante abordado pelo ex-investigador foi em relação à
questão da corrupção na esfera policial. Segundo Oliveira, é
importante que aquele que ingressa em qualquer uma das carreiras
policiais preze, sempre, pela dignidade. Porém, ele explica,
que, junto com a consciência que, junto com a consciência
individual, o Estado deve valorizar esse profissional para que
as praticas de corrupção sejam inibidas. “A população tem que
entender que a corrupção está na ação do crime organizado, que
procura, dentro de seu papel, romper a dignidade da policia no
combate ao crime. Por outro lado, os governadores devem fazer
investimentos na segurança pública, principalmente no homem
policial, que é o sujeito daquela ação dos tentáculos do crime
organizado, dando a ele condições para que possa não aceitar
qualquer proposta relativa à venda da dignidade da instituição”.
Concurso – O
concurso para investigador da Policia Civil do Estado de São
Paulo recebe as inscrições até o dia 14 desse mês. Para
concorrer, é necessário que o candidato tenha nível superior
completo em qualquer área. A taxa de inscrição custa R$ 52,31.
Mais informações podem ser obtidas no edital do concurso,
disponível nessa edição do JC&E. |
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